Profissão Web Entrevista: René de Paula Jr

Nesta quarta-feira teremos a participação de René de Paula Jr na seção Profissão Web Entrevista.  Na entrevista com René apresentararemos a visão do especialista em projetos interativos sobre a polêmica Web 2.0.

*René de Paula Jr é um especialista em projetos interativos que trabalha com internet desde 1996. Com passagens por grandes agências como AlmapBBDO, AgênciaClick, Wunderman, empresas como Sony e Banco Real e mais recentemente o Yahoo! Brasil, René tem como foco a criação, implantação e manutenção de projetos focados na participação do usuário, na formação de comunidades e na brand experience integrada.

Thiago Melo: O que é a Web 2.0?

René de Paula Jr: Como era a web antes da Web 2.0? Era assim: tinha muito conteúdo para você acessar, mas não passava disso, pois comentar, enriquecer, compartilhar era quase impossível. Se você quisesse publicar alguma coisa na web antiga, tinha que aprender um monte de coisas: HTML, FTP, Photoshop, etc. Se você publicasse seu conteúdo ele ficaria ilhado no seu site esperando que alguém o descobrisse. Era legal, mas faltava alguma coisa.

Sabe o que faltava? Você. Na Web 2.0 você pode comentar, alterar, contribuir e compartilhar com outras pessoas e, o que é mais legal, sem ter que aprender HTML nem nada.

Em suma: Web 2.0, para mim, é a web onde todos têm voz e ninguém tem a última palavra. )

Thiago Melo: O termo “Web 2.0” tem sido bastante utilizado para descrever uma segunda geração da web: O colaborativismo e a troca massiva de informações, mas este termo tem gerado inúmeras discussões. Por que as pessoas têm tanta dificuldade em aceitar este termo definindo o mesmo como um “golpe de marketing”?

René de Paula Jr: A resposta é simples: não tenho idéia ) É claro que dar um nome novo é uma maneira de marketear a história toda, mas que mal há nisso? Se o problema for só o rótulo e o buzz todo, para mim isso não é problema, pelo contrário: acredito que isso alavancou bastante nosso mercado. Se a questão for se há ou não algo novo, eu prefiro deixar que o Yahoo! Respostas responda… com milhões de respostas. D

Thiago Melo: Como diretor de produtos do Yahoo! você participou da criação de muitos serviços considerados Web 2.0. Quais foram estes produtos e como você acredita que eles mudaram a forma como as pessoas interagem com a web?

René de Paula Jr: Calma, calma ) Adoraria ter participado da concepção, gestação e parto de prodígios como o Flickr, Delicious ou mais recentemente do Yahoo! Respostas, mas como esses produtos nascem normalmente lá fora, meu trabalho sempre foi muito mais puericultura do que obstetrícia. )

Metáforas grávidas à parte, eu tive a chance de acompanhar o lançamento do Yahoo! Respostas no Brasil (excelente trabalho de Fabio Boucinhas e sua equipe). Foi fascinante, sobretudo pela resposta maravilhosa dos usuários brasileiros. Em pouquíssimo tempo já tínhamos um milhão de respostas, e rapidamente assumimos a vice-liderança mundial no seu uso. Emocionante, mesmo.

Assistindo de camarote como as pessoas utilizam esses serviços, o que me fascina é ver como as pessoas são donas do próprio nariz, como elas se apropriam das ferramentas e fazem com elas o que bem entendem. Criam suas próprias redes sociais, definem quem vê o quê, dão o sentido que bem entendem… Isso é genial, é como se fossemos a personagem do “Apanhador no Campo de Centeio” zelando pelas crianças que brincam livres.

Thiago Melo: Encontramos hoje na web modelos de serviços como a Wikipedia e o Yahoo! Respostas. Qual a sua opinião sobre a relevância das informações postadas nestes serviços?

René de Paula Jr: Uma das disciplinas mais difíceis da área interativa é a humildade. Quando eu finalmente chego à conclusão que entendi o que está acontecendo, os zilhões de usuários dão uma pirueta e me deixam de pernas pro ar. Eu já errei inúmeras vezes e me surpreendi outras tantas, e esse é um dos maiores encantos desse front que escolhi, e é justamente por isso que digo: a minha opinião é o de menos. Em serviços desse tipo, o juízo de valor não é privilégio de iluminados, mas é um direito de cada usuário envolvido. Se eles considerarem aquela informação relevante, não sou eu quem vai impor alguma coisa, não é?

Ok, é claro que existe um sem-número de questões complicadas, tais como veracidade, profundidade, legitimidade, etc., questões que nos perseguem desde que abrimos a boca para grunhir em sociedade, mas se esse saber cooperativo está crescendo tanto, eu tiro o meu chapéu e o saúdo.

Ainda nesse tema Web 2.0 há outras questões que me intrigam:

Colaboração não é a panacéia universal, por três razões:

  • Nem todo mundo está disposto a colaborar.
  • Quem quer colaborar/produzir/publicar é um minhoquésimo do universo de usuários.
  • Nem toda situação melhora com a participação coletiva. Você já pegou um semáforo pifado na Brasil com a Rebouças?

Existem pessoas 2.0? Eu duvido, e explico:

  • Pessoas são capazes de coisas bárbaras e de barbáries, é só uma questão de contexto.
  • Contexto algum vai fazer as pessoas serem capazes do que não são capazes.
  • Ainda nem entendemos a nossa própria versão beta.

Nem tudo o que é novo inova. Explico:

  • Inovar é mudar o mundo.
  • Muita novidade ou é fogo de palha ou simplesmente não vinga.
  • Muitas inovações revolucionárias nasceram de patinhos feios (o Orkut que o diga, ICQ idem).

Pirotecnias técnicas não trazem muita luz. Explico:

  • Quem gosta de tecnologia é tecnólogo. O resto da humanidade gosta mesmo é de ser feliz.
  • Se olharmos pra técnica, estamos olhando pro dedo que aponta a lua, e não para a lua.
  • Se olharmos pra técnica olhamos para o NOSSO dedo, e não pros outros zilhões de dedos que não estão nem aí pra técnica.

Olhando para trás, tudo faz sentido. Mas lá atrás, ninguém poderia imaginar. Explico:

  • Muitos projetos que hoje achamos geniais nasceram por serendipity total, quase como crimes préter-intencionais.
  • Se tem algo absolutamente imprevisível é o gosto popular: você nunca vai saber porque algo “bombou” ou bombou.
  • Cada usuário tem um mouse na mão. Eles são 1 bilhão. Estamos cercados.

Uma última consideração:

Há 10 anos atrás alguém me perguntou como eu me via no futuro. Eu disse: invisível, diluído, desnecessário, porque meu sonho é que no futuro não precisaremos mais de gurus. Well, mais um pouco eu chego lá. )

Por: Thiago Melo
Fonte:
http://www.profissaoweb.com/

5 Perguntas para 12 Designers

Demorou, mas saiu. Fiquei na esperança de conseguir respostas de mais pessoas, mas não deu. Não tem problema. Os que responderam agradeço bastante e espero que esta listinha sirva de ajuda para outros que estão metidos nessa profissão que eu pelo menos sou apaixonado. A seqüência das respostas é quase aleatória, na tentativa de ser o mais democrático possível.

  1. Qual aspecto do design você mais prioriza?
  2. Que técnica utiliza com freqüência?
  3. Qual o tipo de letra preferido em seus projetos?
  4. Que livro de design considera obrigatório?
  5. Que site ou revista você lê diariamente?

1. Qual aspecto do design você mais prioriza? voltar

As respostas se dividiram entre o aspecto comunicacional e a funcionalidade, com o Fred misturando os dois e falando em interação. Em todos deu para perceber que o foco no usuário é lei e que o deslumbramento tecnológico já cansou.

Dos que focaram em comunicação:

Simplicidade. Quando mais simples, menor a complicação, melhor usabilidade e acessibilidade. Diego Eis

Comunicação. Usar a comunicação certa para o receptor, que passe a mensagem certa do transmissor. Caetano Neto

Relevância. Design é o dress code de uma peça de comunicação. Se não estiver correto para o público, não vai agradar. Se não agradar, foi inútil. Pense no tiozão na balada: suas roupas podem ser boas, caras e na moda. Se não apelam para o conjunto de referências da galera, serão simplesmente ridículas. Luli Radfahrer

A interação entre as pessoas proporcionada pelo Design. Frederick Van Amstel

E os que focaram em funcionalidade, facilidade de uso e que usaram o bordão “equilíbrio entre forma e função” (o que não torna a sentença menos correta):

Usabilidade e Estética. Parece clichê, mas não dá muito para fugir disso quando se fala em Design. Já que seu conceito é o equilíbrio entre a beleza e funcionalidade, eu procuro sempre focar na beleza da interface sem agredir sua facilidade de uso. Rodrigo Muniz

O usuário (user centered design). Considerando que processo de design é o equilibrio entre forma e função, o objetivo final sempre é o usuário. Henrique Costa

Usabilidade. Para mim a estética, a organização das informações, o conteúdo, os recursos, todos têm que estar a favor da facilidade de uso do site por parte do usuário. Walmar Andrade

Design significa, antes de tudo, projeto. Algo que surge para suprir um objetivo claro. Portanto, design não é arte porque é forma visando função. Resumo da ópera: funcionalidade. Chico Neto

Acessibilidade e Usabilidade. Não tenho tantas habilidades com programas gráficos, mas sempre prezo pela facilidade de uso. Desde a faculdade estudo muito acessibilidade, fazendo testes com deficientes visuais inclusive. Design não é para poucos! Rafael Dourado, eu

Compatibilidade + Usabilidade. Marcelo Glacial

Design não é nada. Funcionalidade é tudo! Quando se trata de internet vejo como aspecto principal do design o êxito do usuário em encontrar o que ele procura, em alcançar o que deseja, enfim, o design tem que tornar possível o objetivo do site numa linguagem visual atraente. […] Tony Conde

A usabilidade como foco principal e busco usar o desenho como a melhor expressão artística do “foco” do trabalho. […] Thiago Bessa

2. Que técnica utiliza com freqüência? voltar

Esta pergunta não foi específica de propósito. Obtive respostas bem interessantes focando na concepção do projeto e outras no seu desenvolvimento de fato. Para os que participaram, não dá para trabalhar com internet e ser preconceituoso nem prepotente, nem viver sem Photoshop. Mas viver sem o IE até que era uma boa.

Primeiro os que focaram na concepção do projeto:

Mente aberta: nunca assumo que sei NADA sobre um cliente, seu público, tendência ou tecnologia. Assim posso perguntar feito uma criança e, em vez de rotular, me fascino. Luli Radfahrer

Me colocar no lugar do usuário quando estou pensando ou mesmo projetando algo novo. Walmar Andrade

Uso da semiótica. Isto está aqui porque refere-se àquilo. E na composição dos trabalhos, vetores. Chico Neto

Etnografia virtual (fóruns de discussão etc), entrevistas, prototipação, testes com usuários… Frederick Van Amstel

Uso com freqüência a técnica de não usar nenhuma técnica e conseguir executar o que vejo que é necessário ao público do site e que também esteja ao gosto do meu cliente! Auehuaeh. Gosto de coisas simples. Estilo os menus dos celulares da nokia! Tony Conde

Mesclagem de algumas delas. A semiótica como principal, mas usando elementos do gestalt, usar a percepção visual como “arma” para prender a atenção do usuário, mas buscando sempre a criação de coisas úteis. “DIGA NÃO AO LIXO NA INTERNET”. Thiago Bessa

Os mais concentrados na execução dos trabalhos:

Image replacement. Seguida de perto pelo global reset hehehe. Mas esse último não conta, já que é padrão. Marcelo Glacial

Na codificação HTML tenho o costume de logo depois de começar o body inserir sempre o link de pular a navegação e ir direto para o conteúdo, ajuda para quem usa leitor de tela. No CSS é a já velha conhecida técnica * {margin:0; padding:0;} para zerar margin e pading de todos elementos para ter homogeneidade nos diversos browsers. Rodrigo Muniz

Técnica? CSS + HTML + JavaScript não obstrusivo, com um pouquinho de técnicas de acessibilidade e uma pitada de SEOHenrique Costa

Aqueles scripts que transformam o IE6 num browser um pouco melhor como o de :hover e o de png transparente. Rafael Dourado

Particularmente não gosto de usar o global reset. Não me incomodo com as pequenas diferenças entre os navegadores e acredito que fazer design para web é aceitar que o produto final é fluido, podendo ser personalizado, ter o tamanho do texto alterado, áreas bloqueadas etc.

Finalizando com os Visuais, “adobemente” falando:

No Photoshop uso freqüentemente o Filtro ‘Extrac‘ e a ‘Quick Mask‘ para aquela seleções cabeludas, literalmente (em caso de tirar o fundo de uma imagem na parte onde há pêlos). Rodrigo Muniz

Colagem, vetor e edição de foto. Caetano Neto

Gradientes e DropShandows dão uma aparência bem interessante. Não pode abusar para não se tornar muito carregado. Devem ser usados com um certo cuidado. Diego Eis

Degradês e vetorizações. Rafael Dourado

3. Qual o tipo de letra preferido em seus projetos? voltar

Esta pergunta acabou gerando algumas dúvidas e alguns responderam somente em relação às fontes da web como Arial, Verdana e Georgia e outros que abriram mais para as fontes usadas na composição do layout. Minha intenção era mais para a segunda situação, mas ainda é válido saber quem prefere serifada ou sem serifa.

Título: Trebuchet MS. Textos: Verdana. Marcelo Glacial

A boa e velha Arial. Henrique Costa

Trebuchet MS. Frederick Van Amstel

Trebuchet MS e Verdana ou Trebuchet MS e Arial. Depende muito do comportamento que será atribuído ao texto. Tony Conde

Deu leitura, passou a idéia do site, é essa. Particularmente, estou numa fase mais de fontes com serifa… acho que só ver sites com fontes sem serifa, ajudou. Caetano Neto

Para texto, qualquer uma sem serifa que se encaixe no desenho do site, abusando bastante da Verdana e Tahoma. Para imagens, de acordo com o desenho. Thiago Bessa

Minha tipografia favorita é aquela que melhor dialogar com o projeto. Mas, pessoalmente, tenho apreço maior por famílias sem serifas com hastes robustas. Chico Neto

O que for relevante e adequado. Tem cliente com cara de Caslon, de Interstate, de Frutiger, de Bembo. Isso não tem nada a ver com a tipografia escolhida para o logo ou comunicação visual de um cliente, mas com o estado de espírito de seu público. Luli Radfarer

Arial nos textos, pois assim posso deixar o corpo do texto um pouco maior (Verdana grande é horrível). Em situações com uso de imagens vai depender do cliente, mas tenho uma maior afeição pela Frutiger e Helvetica. Rafael Dourado

Gosto muito de usar Verdana, Trebuchet MS e Lucida Grande para projetos que são realmente textos. Quando o texto vai em uma imagem ou os títulos serão imagem, gosto de usar HUMANIST. Normalmente uso letras sem serifa. Combinam mais com o ambiente de web. Entretanto, fica muito interessante o uso de letras com serifa. O site fica mais elegante. Mas deve ser usado com moderação e deve haver um cuidado extra ao combinar com letras sem serifa. Diego Eis

Na web costumava usar Verdana 10px ou 11px para parágrafos, mas com os monitores e resoluções cada vez maiores estou tentando me acostumar a usar Trebuchet MS 12px com line-height 140% para parágrafos e Georgia 28px para títulos, mas em algumas interfaces a Verdana ainda impera. Para impressos Georgia e Times New Roman ainda são imbatíveis e são figurinhas fáceis no meu CSS para impressão. Nos logotipos Helvetica e Tahoma caem bem. Rodrigo Muniz

Tipografia na web não importa muito, pois o usuário pode chavear os estilos. Walmar Andrade

Deixei a resposta do Walmar por último de propósito. Discordo dele, pois a quantidade de pessoas que chaveam os estilos é mínima, e por mais que ele tenha essa escolha não quer dizer que a primeira opção deva ser menos cuidadosa. Se entrar na conversa a composição do layout então nem se fala. Mestre Walmar, explique-se melhor. hehehe

4. Que livro de design considera obrigatório? voltar

Excelentes dicas aqui. Steve Krug esteve em quase todos, só confirmando a alcunha de obrigatório. Engraçado foi a quantidade de livros sobre tipografia. Acho que em pouco tempo algumas das respostas da pergunta anterior mudarão.

Designing Interactions, Bill Moggridge Frederick Van Amstel

Elementos do Estilo Tipográfico de Robert Bringhurst. Diego Eis e eu concordo

O do Hollis, para história; o do Frutiger para iconografia; o do Bringhurst para tipografia… Um monte. O meu eu não recomendo mais: está muito velho. Tampouco recomendo os do Dondis e da Santaella, que não entenderam que design é comunicação e escrevem em chinês. A revista HOW tem livros introdutórios de primeira também. Luli Radfahrer

Atualmente, Pensar com Tipos. Chico Neto

Introdução à Análise da Imagem (Martine Joly): Aprender as ferramentas de design qualquer um aprende até lendo o help. Mas estudar semiótica é um divisor de águas. O livro faz muitas leituras de imagem é muito interessante como primeira leitura sobre semiótica.
Design Visual 50 Anos (Alexandre Wollner): Conheci esse livro por indicação do Chico Neto. Alexandre Wollner é só o primeiro designer brasileiro e ainda em atividade. Sua história de confunde com o desenvolvimento da profissão no país e é uma aula de técnicas de design e postura profissional. Ah! E ele tem um mau humor divertidíssimo. Rafael Dourado

Sou leitor compulsivo de monitor ) Mas acho que livros como Webwriting: Redação e Informação para a Web do Bruno Rodrigues e Não me faça pensar do Steve Krug são obrigatórios para qualquer profissional de webdesign, mesmo o primeiro não sendo focado em design. Rodrigo Muniz

Não me faça pensar! O livro é sobre Usabilidade mas acredito que hoje as pessoas precisam inverter a forma com que aprendem a fazer “design”. Primeiro é preciso entender que problemas de design se resolvem com o equilibrio entre a estética e a facilidade de uso. Muitos investem muito em estética e nada em “utilização”. Este livro todos deveriam ler! Henrique Costa. Walmar Andrade assina embaixo

Putz… Livro é difícil. Esse do Wollner que o Dourado citou é muito bom. Tô lendo o Design para Internet do Felipe Memória, tô gostando. Caetano Neto

Design para internet – Projetando a experiência perfeita / Felipe Memória. Tony Conde

Os clássicos, Memória, Nielsen, Steven.. (olha a intimidade.. hehe..) mas sempre lendo algo… movimentando sempre a mente… buscando novas referências para não cair na mesmice. Thiago Bessa

Não leio nenhum. O passo 5 explica o porquê. ) Marcelo Glacial

Tá bom, Glacial. Deixei por último para imendar com a desculpa. hehehe

5. Que site ou revista você lê diariamente? voltar

Vale exportar o OPML do Netvibes? CSS Mania, CSS Remix, CSS Based, CSS Beauty, entre outra galerias. E os blogs específicos: Tableless, Revolução, Fator W, Bittbox, Shauninman e Mezzoblue. Marcelo Glacial

Tenho uns 50 feeds assinados e os leio todo santo dia. Conheço quem tem mais de 500, mas só passa a vista em todos e lê o que interessa. Eu tenho esses 50 e tento ler todos sem exceção quase todo dia. Mas recomendo os sites de todos os que responderam a esta pesquisa. D Rafael Dourado

Google Reader vale? ) Revistas eu só dou uma olhada na Web Design, MTV e na Super Interessante quando vou na livraria rapidinho… É bem difícil um site de artigos e notícias que eu entre diariamente,
acho que só no Digg.com. Mas tenho outras dicas de sites que acompanho os feeds: Fator W do ex-gerente e amigo Walmar está cada dia melhor, A List Apart, A List Apart Brasil, Smashing Magazine, Ivo Gomes, Tá difícil, Tutoriais Photoshop
Para inspiração eles nunca falham: Web Creme, Open Web Design, CSS Mania e Logopond. Um boa busca no del.icio.us também resolve muita coisa. Rodrigo Muniz

Ai, pega a lista ali na home do meu Blog, deu preguiça D Luli Radfahrer

Bartelme Design, The Art of Adam Betts, e tem um monte de outros aqui. Diego Eis

Tenho muitos blogs agregados no meu Bloglines Fredrick Van Amstel

São tantos… Nos meus feeds têm inúmeros sites. Nunca tive a curiosidade de ver ao certo quantos são. Nem tem como ver agora também, não estou no meu pc! Mas acho que tudo começa pelo http://www.google.com.br rs Tony Conde

Mais de 2 centenas de blogs e alguns livros que sempre estão por perto… Henrique Costa

Nossa, assino uns 200 feeds e leio todos diariamente logo pela manhã. Entre os nacionais, o que acho mais interessante é o de Silvio Meira. Walmar Andrade

Tenho acompanhado mais blogs ultimamente. Embora acredite que não seja o mais visitado aqui, vou colocar o Uailab. Caetano Neto

Além dos blogs mestres, bomabessa ) , netlus, teoriaglacial e assino a revista web design. Ela é bem interessante, quando não atrasa 1 mês pra chegar é uma leitura boa e atual (a leitura, por que o site…). Thiago Bessa

Além do Netlus…?! Chico Neto

SIM, CHICO! ALÉM DO NETLUS!

Bom. Espero que tenha sido útil de alguma forma. Para mim foi. D

Autor: Rafael Dourado
Fonte: http://www.netlus.com.br/5-perguntas-para-12-designers/

Entregando projetos no prazo

Quando foi a última vez que algum cliente solicitou um trabalho seu e você entregou-o tudo certinho na data estipulada? Alguns talvez, consigam estabelecer as metas propostas e com isso ganha muitos pontos com os clientes. Entretanto, as pessoas ainda possuem certa dificuldade em estabelecer prazos e acabam por deixar o contratante aborrecido.  E isso é uma péssima situação para a reputação de qualquer profissional. Mas, quem nunca na vida deixou escapar alguma coisinha e deu aquela atrasada na entrega de um trabalho. Imprevistos sempre acontecem e por isso, na hora de estipular um dia para apresentação de algum projeto, sempre dê uma margem a mais de tempo. Uma ou duas semanas são suficientes para você se organizar e fechar todas as pendências. Esse tempo geralmente representa 10%/15% a mais do total em um projeto de médio porte.

Pensar em seu cliente é importante. Mais importante do que você imagina. Seja lá qual for o tipo de projeto que você irá se envolver. Nunca se pode esquecer que um cliente pequeno poderá te indicar para uma grande empresa ou mesmo para outro cliente de grande potencial. Então, trate-o como qualquer outro.

Como você se sentiu quando alguém quebrou um trato com você? Com que sensação você ficou? No mínimo, um pouco chateado. No mundo de hoje, o preço que se paga quando não se cumpre um determinado acordo é a perda total da confiança que as pessoas têm umas pelas outras. Elas ficam decepcionadas e você é quem se dá mal.

Pratique o hábito de entregar soluções no prazo. Você será muito mais feliz e deixará muito mais clientes satisfeitos. Um cliente feliz vale mais que 20 aborrecidos.

Posts relacinados – Leia mais:

Plugin do IE6 para Desenvolvedores Web by Yalli Oliveira on August 3rd, 2007
Essa semana, ao adquirir o livro .

A Importância dos Wireframes no processo de criação by Yalli Oliveira on July 30th, 2007
Para quem não sabe o que é wireframe: É uma espécie de rascunho ou esqueleto de uma tela que mostra onde vai ficar cada elemento de uma determinada interface(menu, logomarca, agrupamento de notícias, etc) facilitando nossas vidas no decorrer de projetos.

Acessibilidade na web by Yalli Oliveira on August 8th, 2007
Próxima semana estarei dando início a pesquisa e desenvolvimento de um projeto que contará no meu currículo como uma Iniciação Científica.

Fonte: http://www.webnatal.com/

Nó cego eu?

É, nem eu acreditei no que aconteceu hoje, fui barrado em um site, serio mesmo, vo contar como aconteceu.

Estava eu lendo um artigo no http://www.codigolaranja.com.br e quando terminei de ler fui ate o rodapé do site e vi um botão com a seguinte frase “Mantedor: Embria Technologies”, resolvi clicar por curiosidade(semre faço isso :D) e logo é aberta uma página que podemos ver abaixo:

Image Hosted by ImageShack.us

Achei muito estranho um empresa de tecnologia selecionar os seus clientes pelo navegador que usam.

Mas vamos criar um exemplo aqui, caso eu fosse uma empresa onde só se usa Software Livre? eu não teria o IE nas minhas máquinas né, conseqüentemente não poderia ser um cliente do site mostrado acima. Não estou afirmando nada, é o site da empresa que esta me dizendo que não posso acessar o pq uso o Firefox(com muito orgulho).

Galera, vamos fazer uma pesquisa rápida aqui, vocês concordam com a atitude da empresa? so precisa responder “Sim” ou “Não” e o pequena justificativa.

[]’s

Identificando um layout amador By Bruno Ávila

Segue abaixo um otimo artigo escrito por Bruno Ávila

O que faz a gente bater o olho num site e perceber: esse design está amador? Quando essa dúvida vem, muitas vezes não sabemos explicar o porquê. Foi pensando em responder essa intrigante pergunta que resolvi escrever esse artigo.

Um layout, para ser considerado amador, deve possuir algumas características em comum. As possibilidades são inúmeras mas existem alguns erros que aparecem freqüentemente nesses layouts. São esses erros que apresento agora. Atenção, você, webdesigner, jamais faça o que irei relatar a partir de agora.

JAMAIS ESTIQUE FONTES, IMAGENS E LOGOTIPOS

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Erro bem comum entre os iniciantes, essa é uma das características mais vísiveis de um layout amador. Mesmo aos olhos do leigo é perceptível que algo está errado ali. O cérebro interpreta a desproporção das letras, das formas e círculos, dando a impressão clara de que algo foi esticado ou achatado. Jamais cometa esse crime. Ao manusear fontes, imagens ou logotipos, aumente ou diminua suas dimensões de forma proporcional.

EVITE UTILIZAR GAMBIARRAS

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Quantas vezes você já tentou corrigir o mal contato no seu fone de ouvido, utilizando um outro fio e uma fita isolante? Isso é o que chamamos de gambiarra. Seria uma maneira errada de se corrigir alguma coisa, evitando ter que fazer tudo de novo. É o que vemos no exemplo acima. O webdesigner em questão pegou um texto vermelho escuro e tacou num fundo azul escuro. Resultado: ninguém conseguiu ler. Então, para que não fosse preciso ter que refazer todo o layout para que o texto vermelho ficasse legível, o nobre webdesigner resolveu colocar um efeito de “glow”, como se uma luz resplandescente iluminasse o fundo da palavra “gambiarra 1″. Aí está um exmeplo de gambiarra muito comum. Utilizou-se um efeito totalmente artificial, mal empregado, deixando a palavra pesada, poluída.

Não satisfeito, o webdesigner abandona a idéia do glow e taca um contorno amarelo na palavra “gambiarra 2″. Agora sim, a palavra ficou mais pesada ainda, como uma grossa barra de ferro.

Evite esse tipo de efeito, ao ver que a fonte não está legível ou sendo ofuscado, troque a cor do fundo ou da fonte até encontrar o melhor contraste. E se for necessário, volte a estaca zero e monte o layout novamente. Ao utilizar efeitos, utilize com muito critério e de uma forma que não fique artificial.

EVITE FONTES COMPLICADAS

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Você entendeu o que está escrito aí em cima? Nem eu. Evite fontes de difícil leitura. Utilize o bom-senso.

CADA FONTE, UM SENTIMENTO

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A fonte utilizada acima é a Comic Sans. Nota-se seu estilo de “revista em quadrinhos”. O que tem a ver esse tipo de fonte com uma funerária? Por isso utilize sempre um tipo de fonte que transmita o sentimento mais adequado. No caso da funerária, uma simples Times New Roman cairia bem.

TÍTULOS DESLOCADOS PARA A DIREITA

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Nossa leitura se faz da esquerda para direita, como qualquer ocidental. Por isso encontramos em quase 100% dos sites ocidentais esse tipo de alinhamento. Deixar deslocado o título um pouco para a direita denota falta de alinhamento com o texto que vem embaixo. Nesse caso, alinhe o título com o texto. Se for um menu, pode colocar o texto que vem abaixo do título principal deslocado para a direita, dando uma idéia de hierarquia.

MENU DESALINHADO

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Erro muito comum entre os iniciantes. Transmite falta de cuidado e quebra de leitura. Coloque todos alinhados na mesma linha. Recomendo a utilização de uma linha guia, caso tenha dificuldades em alinhar.

TEXTOS SEM MARGEM

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Sempre devemos dar margens no topo, rodapé, esquerda e direita do texto. Além de dar uma sensação de leveza, também serve como uma moldura invisível, destacando o texto como um elemento visual.

EVITE BEVEL

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Assim como o glow, o efeito bevel tende a ser artificial. Ao utilizar este tipo de efeito, use com bastante critério, para que não dê esse tom de artificialidade. Exagerar nesse efeito pode poluir a página e deixá-lo mais pesado visualmente.

EVITE SOMBRAS

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As sombras também devem ser utilizadas com critério e de forma muito delicada. No exemplo, vemos um exagero do uso da sombra, dando um aspecto de queimado, sujo, poluindo a página e dificultando a leitura.

E então, gostaram? Acredito que esses sejam as principais características de um layout amador. Se você anda cometendo um desses crimes por aí, não tem problema, tenho certeza que depois de ler esse artigo você irá se redimir.

Para o alto e avante!

Fonte: http://www.brunoavila.com.br/blog/design-web/70
Autor: Bruno Ávila
é webdesigner e cantor de banheiro.

Como desenhar no estilo Web 2.0 – 1ª parte

Existe um estilo predominante hoje na internet e eu vou destrinchá-lo para os designers brasileiros começarem a se acostumar com esse novo jeito de desenhar sites.

1. Simplicidade

Web-design está mais simples que nunca, e isso é uma coisa boa.
Design 2.0 significa foco, clareza e simplicidade.

E isso não significa ser minimalista, como eu vou explicar depois.

Eu realmente acredito na simplicidade. Isso não é dizer que todos os sites devem ser mínimos, mas que deve-se usar quantos recursos forem necessários para alcançar o que você precisa alcançar.

Como diz o ditado : Me dê duas soluções para um problema, a mais simples é a melhor.

O resultado é que você tem que olhar o conteúdo. Você acaba interagindo exatamente com os elementos que o designer planejou. E você não se importa – Isso é fácil, e você tem exatamente o que você precisava.

Por que simplicidade é bom.

  • Sites têm metas e toda página tem um propósito.
  • A atenção do usuário é um recurso esgotável.
  • É o trabalho do designer ajudar os usuários a achar o que eles querem (ou avisar o que o sitem quer aviar paraeles).
  • Coisas na tela atrem os olhos. Quanto mais coisas na tela existir, quanto mais coisas diferentesexistirem para noticiar, é menos acessível para o usuário alcançar as coisas importantes.
  • Nós temos que estabelecer uma comunicação, e quanto menos barulho, melhor. Isso é economia, ou simplicidade.

Quando e como fazer o designer simples ?

Quando?

Sempre !

Como?

Existem duas coisas importantes para alcançar sucesso com simplicidade:

  1. Remova componentes desnecessários, sem sacrificar a efetividade.
  2. Tente soluções alternativas para alcançar o mesmo resultado mais simplesmente.

Sempre que você estiver fazendo layouts, remover elementos visuais desnecessários deve ser encarado como uma disciplina.

Concentre-se particularmente nas áreas do layout que são menos relevantes para o propósito da página, por que a atividade visual nessas áreas irão tirar a atenção do conteúdo e da navegação.

Use detalhes visuais – Linhazinhas, palavras, formas, cores – para comunicar uma informação importante, não para decorar

E lembre-se de perguntar-se sempre :

Tem como eu fazer isso de forma mais simples ?.

Se a resposta for sim, simplesmente, FAÇA !

2. Layouts Centralizados

Basicamente, uma grande maioria dos sites atuais são posicionados cetralizados na janela do navegador. Relativamente poucos são full-screen (layout flúido) ou alinhado pela esquerda / tamanho fixo, comparando com alguns anos atrás.

Por que Layout centralizado é bom.

Esse estilo “2.0″ é simples, impactante e honesto. Sites que aparecem centralizados na sua frente ficam mais simples e honestos.

Também, porque nós estamos sendo mais econômicos com nossos pixels (e conteúdos), nós não estamos mais pressionados a apertar o máximo de informações possíveis acima da linha do mar.

Nós estamos usando menos para falar mais, então nós podemos ser um pouco mais livres com os espaços usados, e diagramar nosso conteúdo com muitos dos amáveis espaços em branco.

Quando e como usar o layout centralizado?

Como eu disse, posicione seu site centralizado ao menos que tenha uma ótima razão para não fazê-lo.

Você talvez esteja querendo ser mais criativo como o espaço, ou querendo aglomerar o máximo de informação possível na tela.

3. Poucas Colunas

A alguns anos atrás, sites com 3 colunas era o normal e sites com 4 colunas não eram incomuns.
Hoje, site com 2 colunas são bem comuns, e 3 colunas já está como máximo.

Por que poucas colunas é bom.

Menos é mais. Poucas colunas parecem mais simples, impactantes e mais honesto. Nós estamos mostrando menos informaçãos mais claramente.

o site da apple Link externo é um lider na elegância da simplicidade.

Esse tipo de layout funciona muito, mas muito bem. Cada vez que eu experimento o design simples da Apple, eu fico mais convencido que o design Zen é o Graal sagrado.

Como escolher o número de colunas.

Eu definitivamente recomendo que não use mais que 3 colunas, simplesmente por que você não deve usar mais do que precisa.

4. Topo diferenciado

Isso significa fazer o topo da tela (a marca principal e a área de navegação) diferentes do resto (o conteúdo principal)

Claro, isso não tem nada de novo, mas é uma boa idéia e tem sido usada sempre. Mas tem sido usada mais que sempre agora, e a divisão está cada vez mais forte.

Por que o topo diferenciado é bom.

O topo do site diz “Aqui é o topo do site”. Parece óbvio, mas é bom saber onde a página começa.

Isso também inicia a experiência do site com uma força. Isso é muito “2.0″. Nós gostamos de força, impacto.

Quando e como usar o topo diferenciado?

Em qualquer site, a marca e a navegação devem ser óbvias, impactantes e claras.

Então, é uma boa idéia criar um espaço no topo do site para posicionar a logo e a navegação.

Sempre coloque o logo em cima no topo. Eu sempre recomento também, colocar a navegação logo após o logo.

O topo deve ser visualmente diferente do resto do conteúdo. O jeito mais forte de fazer isso é usar um impactante e sólido bloco de uma cor diferente, mas existem alternativas.

5. Navegação simplificada.

Navegação permanente – a navegação global do seu site tem que aparecer em todas as páginas como um parte permanente do layout – tem que ser claramente identificado como navegação, e tem que ser fácil de interpretar.

  • Design 2.0 faz a Navegação global grande, impactante, limpa e óbvia.
  • Hyperlinks inline (links dentro de textos) são claramente diferenciados do texto normal

Por que navegação simplificada é bom.

O usuário precisa ser capaz de identificar a navegação, que vai dizer-lhe várias informações

  • Onde ele está (em um esquema de coisas)
  • Onde mais ele pode ir a partir daqui
  • E quais opções ele tem para fazer as coisas

Seguindo o princípio da simplicidade, e a diminuição geral do “barulho”, o melhor jeito de deixar claro a navegação é :

  • Posicionar os links permanentemente longe do conteúdo
  • Diferenciando a navegação usando cores, tons e formas
  • Fazer a navegação grande e impactante
  • Deixar claro o texto de cada link, sem ambiguidades

Como manter uma navegação simplificada?

Lembre-se sempre de uma coisa: Navegação tem que estar claramente diferenciada da não-navegação.

6. Logos impactantes.

Uma marca limpa, forte e impactante – incorporando atitude, tom de voz e primeira impressão – é ajudada por um logo impactante.

Por que?

Fortes, logos impactantes dizem “Aqui estamos nós” de um modo que nós podemos acreditar.

Quando e como ?

É muito difícil de dizer como criar um bom logo, mas em resumo…

Seu logo deve :

  • Funcionar em todos os contextos – incluindo panfletos e camisas
  • Ser reconhecível e diferente
  • Representar a personalidade e as qualidades da sua marca na primeira vez que ela é vista
  • Na segunda parte vou falar sobre tamanhos de textos, introdução dos sites, cores, superfícies, entre outras coisas.

 

Autor: Julio

Fonte: http://julioweb.wordpress.com/